Me perdi e Me achei no Brasil (2009)

O projeto Me perdi e me achei no Brasil foi desenvolvido pelo Instituto UFC Virtual em parceria com o BNB e a colaboração das artistas plásticas Ana Sartori, na França, e Ana Luisa Anker (http://www.contosinterativos.com/), de São Paulo, e ocorreu entre os meses de Setembro e Dezembro de 2009 em Fortaleza – Ceará – Brasil. Utilizando ferramentas de comunicação (email e web-conferência), o projeto pôs em contato alunos do 4º ano do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Pública Municipal de Fortaleza, Brasil, e alunos de série equivalente de uma escola em Villejuif, França. Nesse projeto, os alunos criaram uma história de forma colaborativa tendo como ponto de partida a ida de um personagem francês ao Brasil. A partir dessa idéia inicial, alunos de ambos os países decidiram, através de debates e votações, alguns através de web-conferências, os detalhes e enredo da história e, depois, fizeram as ilustrações da mesma, culminando no vídeo animado.

Objetivo. O projeto objetivou realizar trocas culturais entre alunos do Brasil e da França para a construção de um conto digital de forma colaborativa e que abordasse temas do interesse dos mesmos, bem como aspectos de ambas as culturas.

Resultados. Como principal resultado, temos o conto animado produzido a partir das idéias e ilustrações criadas pelos alunos. Além disso, foram realizados entrevistas e registros dos encontros e, a partir desses dados, foram feitas análises, que resultaram em artigos publicados relatando as experiências. Essas análises demonstraram que:

  • A criação colaborativa da história trouxe novas perspectivas para o trabalho na escola, apontando para a idéia de que a participação do aluno nas atividades da escola proporciona a ele uma aprendizagem mais significativa, além de ver suas experiências extra-escolares valorizadas na escola, o que tende a gerar um interesse maior pela realização das mesmas.
  • A valorização tanto da cultura coletiva, no caso a cultura cearense, quanto da cultura individual de cada um, refletida no uso das histórias pessoais de alguns alunos no enredo da história, gerou uma certa mudança na autoestima dos alunos brasileiros, visto que eles se sentiram mais a vontade para argumentar com os colegas franceses sobre aspectos que consideraram relevantes à história, como os cenários utilizados (praia do Futuro, Biblioteca Municipal e Centro Cultural Dragão do Mar, entre outros).
  • Me perdi e me achei no Brasil: Multiculturalismo e produção colaborativa de conteúdos digitais na escola.

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